Instituto de Yoga Ganesha, em Manaus (AM), recebe no mês de julho o Curso A essência do Yoga. Ministrado por Joseph Le Page, Cléo Weber e Géssica Weber, o curso permite o vivenciar e desabrochar dos vários ramos do Yoga que, juntos, constituem uma compreensão da essência do Yoga em sua totalidade. O curso oferece certificado de 50 horas de Participação em Yoga Integrativa, do Centro de Yoga Montanha Encantada.

Curso: “A essência do Yoga”

Data: de 26 a 31 de Julho de 2022. (de terça-feira à noite até domingo à noite)

Local: Local: Instituto de Yoga Ganesha, Manaus – Av. Álvaro Maia, 406 Presidente Vargas.
Ao lado da Creche Lápis Criativo.

  • A essência das posturas de Yoga (Ásana)

  

Quais são seus princípios essenciais para a prática autêntica e segura. Para as principais posturas abordaremos alinhamentos, benefícios, contraindicações, ajustes, variações e modificações que atendam às necessidades individuais;

  • A essência do Pranayama

Quais são os princípios essenciais para a prática das técnicas de respiração para otimizar a saúde e longevidade, aquietando e acalmando a mente. Abordamos as principais técnicas de Pranayamas, técnicas de respiração e Mudras, gestos de mãos, para otimizar o fluxo de energia vital e saúde.

  • A essência do Dhyana

Quais são os princípios essenciais para a prática de meditação a fim de desenvolver concentração, clareza e equilíbrio mental, e uma experiência de autoconhecimento.

  • A essência dos Chakras

Quais são os princípios essenciais para o entendimento dos Chakras, os centros energéticos do corpo, e o papel deles na saúde, no equilíbrio e em nossa evolução espiritual.

  • A Essência do Yoga Nidra

Quais são os princípios essenciais para a prática de relaxamento profundo, permitindo a redução do estresse e o desenvolvimento de clareza mental.

  • A essência de Vidya

Quais são os princípios essenciais da filosofia do yoga para entender quem somos, a natureza e o propósito da vida.

Inscreva-se aqui!

Programação do Curso A Essência do Yoga em Manaus

Dia 26 de julho (Terça-feira)

20:30 as 22 horas. Abertura e introdução

 

Dias 27, 28, 29, 30 e 31 de Julho (Quarta a domingo)

07:00 as 08: 30 – Aula de Yoga e Meditação.

08 :30 as 09 :30: Café de manhã.

09:30 11:00- – A Essência da Vidya, Filosofia do Yoga (Joseph).

11:00 a 11:15 – Intervalo.

11:15 a 13:00 – A Essência do Ásana: as posturas de Yoga (Cleo e Gessica).

13 a 14;30 – Almoço.

14;30 a 16;00 – A Essência dos Chakras, a experiência dos centros energéticos como um caminho espiritual (Joseph).

16;00 a16;15- Intervalo.

16:15 as 17:30 – A Essência dos Pranayamas, as técnicas de respiração, (Géssica).

17:30 as 17:45 – intervalo.

17:45 as 19:00 – A Essência de Meditação e Yoga Nidra, experimentando a teoria e técnica de Meditação, finalizando numa experiencia de relaxamento profundo. (Joseph, Cléo, Géssica).

19;00 as 20:30 – Jantar.

20:30 as 21:30 – Atividades suaves e relaxantes, incluindo movimentos terapêuticos, cantos de mantras, danças circulares e cerimônia de encerramento no domingo.

Sobre o espaço Instituto de Yoga Ganesha, Manaus

 

Informações e reservas

Valor do curso: R$950,00 (O café de manhã esta incluso)

Reservas via Depósito de R$300,00 através do PIX: 05.402.679/0001-69 em nome de Yoga Integrativa

O restante do valor deverá ser pago via PIX até 24h antes do início do evento. Os comprovantes devem ser anexados no formulário de inscrição ou enviados para Géssica Weber

E-mail: gessicaweber@gmail.com
Fone: 55 9991.05624

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Sobre os Professores

 

Prof. Joseph Le Page

 Norte-americano, naturalizado brasileiro. Mestre em educação experiencial e fundador do Integrative Yoga Therapy (1993). Nos últimos 20 anos, formou mais que 3.000 professores de Yoga e Yogaterapeutas pelo mundo. É fundador do programa de Yoga para Pacientes Cardíacos, no California Pacific Medical Center, San Francisco/CA, em 1995. Desde 1996, faz parte da equipe de professores do Kripalu Center, MA, o maior instituto de Yoga dos EUA. Fez parte da equipe de professores do Mestrado em Yoga, em Sonoma State University, e Antioch University, ambos na Califórnia. É Co-fundador do Centro de Yoga Montanha Encantada, em Garopaba/SC, o maior centro de retiro de Yoga e autoconhecimento da América Latina, inaugurado em 2003. Presidente do Instituto Yoga Integrativa, entidade sem fins lucrativos, localizada no Centro de Yoga Montanha Encantada. É co-diretor do programa de Yogaterapia Coração Saudável, realizado desde 2006 em Garopaba/SC, em parceria com p PSF-NASF de Garopaba e com o Projeto Amanhecer do Hospital Universitário da UFSC.

Prof. Cléo Weber

Pedagoga. Formada em Let Your Yoga Dance, nos EUA. Formada em Yoga Integrativa pelo Centro de Yoga Montanha Encantada, em 2015. Yogaterapeuta formada no Centro de Yoga Montanha Encantada, desde 2016. Formada em Naturopatia e Dança Circular Sagrada. Cleonice atualmente ministra aulas de yoga e práticas de Chakra Yoga Dance no Espaço Pura Yoga e outras cidades da região

Prof. Géssica Weber

Engenheira Ambiental e Mestre em Engenharia Ambiental. Possui formação de professora de Yoga pelo Centro de Yoga Montanha Encantada (2017), Anatomia do Yoga e Formação Livre em Meditação. Desde a sua formação atua como professora assistente em diversos cursos do Centro. Atualmente gerencia e ministra aulas de Yoga Integrativa no Espaço Pura Yoga (Santa Maria – RS). Também ministra aulas na Formação de Professores em Yoga Integrativa – Formato extensivo em Santa Maria – RS.

Namaste!

 

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Nosso verdadeiro Ser, purusha, está além de qualquer descrição porque está além da mente e do reino da prakriti. Podemos, no entanto, adquirir um senso de nosso Ser interior reconhecendo e cultivando suas qualidades essenciais. Essas qualidades são 16, que representa o número de pétalas do chakra da garganta. Dezesseis é descrito como um número perfeito porque representa a harmonia perfeita entre o crescente e o minguante da lua. Todos os números das pétalas dos chakras culminam em 16:

Primeiro chakra = 4 pétalas; Segundo chakra, 4+2=6 pétalas; Terceiro chacra, 6+4=10 pétalas, Quarto chacra, 10+2=12 pétalas, Quinto Chacra, 12=4=16 pétalas, Sexto chacra = 2 pétalas restantes. É o chakra da garganta onde as dezesseis tendências limitantes relacionadas à personalidade condicionada são vistas, questionadas e liberadas, e também onde as dezesseis qualidades do Ser autêntico são integradas, permitindo-nos falar nossa verdade a partir de nosso Ser interior e não da personalidade condicionada.

1. Imutabilidade – avyakta

Dentro do reino da prakriti, tudo está em constante processo de mudança, mas o observador, nosso ser interior, que sempre foi e sempre será, é primordial e imutável, avyakta.

Para experimentar essa qualidade, coloque suas mãos em Adhi mudra e faça seis respirações, permitindo que essa qualidade floresça de dentro de si e permeie todo o seu ser enquanto você canta Om Avyakta Devaya Namaha.

2. Totalidade – purnatvam

No reino da prakriti, os resultados de nossas atividades e a percepção de nosso próprio ser raramente são completos e, muitas vezes, estão sujeitos a sentimentos de inadequação, inefetividade ou fracasso. Em nossas interações, parece que sempre há algo que queremos ter, fazer ou mudar dentro de nós mesmos ou em nosso entorno, para nos sentirmos completos. Em contraste, nosso Ser interior é naturalmente inteiro e completo, purnatvam, de modo que não sentimos uma necessidade compulsiva de fazer ou realizar em nosso entorno. Além disso, quando planejamos e organizamos projetos, somos menos apegados aos resultados e mais atentos ao processo de aprendizagem que ocorre ao longo da jornada.

Para experimentar essa qualidade, coloque suas mãos em Hakini mudra e faça 6 respirações, permitindo que essa qualidade de totalidade floresça e permeie todo o seu ser enquanto você canta Om Purnatvam Devaya Namaha.        

3. Naturalidade – sahaja.

Dentro do reino da prakriti, é comum sentir que não estamos completamente confortáveis ou que não podemos realmente ser nós mesmos; que estamos vivendo uma vida planejada para nós que não é verdadeiramente nossa. À medida que nos alinhamos com nosso ser interior, experimentamos uma naturalidade, sahaja, ao viver como se estivéssemos sempre no lugar certo, na hora certa e pudéssemos ser completamente relaxados e naturais como somos.

Para experimentar essa qualidade, coloque suas mãos em Ushas mudra e faça 6 respirações, permitindo que essa qualidade de naturalidade floresça de dentro e permeie todo o seu ser enquanto você canta Om Anuthana Devaya Namaha.

4. Alegria intrínseca – mudita

Dentro do reino da prakriti, a satisfação e a felicidade dependem, em grande parte, do nosso entorno. À medida que nos unimos com nosso Ser interior, descobrimos uma fonte de alegria e paz que brota de dentro de nós e transborda para o nosso entorno. Essa mola interior proporciona alegria e satisfação continuamente e é especialmente importante quando encontramos obstáculos e desafios, permitindo-nos enfrentá-los de forma mais objetiva e com a certeza de que nossa paz interior prevalece, não importa o que esteja acontecendo ao nosso redor. Essa alegria interior também é importante para irradiar a energia da alegria e do bom humor que são reflexos do Ser interior em nosso entorno, para apoiar os outros na jornada do despertar.

Para experimentar essa qualidade, coloque suas mãos em Hansi mudra e faça 6 respirações, permitindo que essa qualidade de alegria intrínseca floresça e permeie todo o seu ser enquanto você canta, Om Mudita Devaya Namaha.

5. Leveza – laghiman

 No nível da personalidade condicionada, tensão e resistência são muitas vezes o resultado do constante cabo de guerra entre nossas necessidades percebidas e nossas capacidades e possibilidades percebidas. Isso geralmente resulta em estresse e uma atmosfera interna e externa de densidade. Sob os efeitos do estresse, há uma tendência a se identificar com a personalidade limitada e levar as coisas, mesmo as pequenas, a sério e de forma pessoal, resultando em ainda mais peso, estresse e sofrimento. Este peso e estresse são fatores importantes desenvolvimento da doença corpo-mente. À medida que nos alinhamos com o nosso Ser interior, temos uma visão mais ampla das interações e situações ao nosso redor, reconhecendo que elas existem para nos guiar ao longo de nossa jornada, mostrando-nos as crenças centrais que são a causa do sofrimento. Dentro dessa perspectiva mais ampla, liberamos o estresse e o peso que são a causa da doença, permitindo-nos viver com leveza e facilidade e uma sensação de diversão mesmo quando as situações são desafiadoras.

Para experimentar essa qualidade, coloque as mãos em Hastaphula mudra e faça 6 respirações, permitindo que essa qualidade de leveza e facilidade floresça de dentro e permeie todo o seu ser enquanto você canta Om Laghiman Devaya Namaha.

6. Equanimidade – samatva

No nível da personalidade condicionada, a vida muitas vezes pode parecer uma montanha-russa onde estamos subindo ou descendo com apenas breves momentos de equilíbrio entre eles. À medida que nos alinhamos com nosso Ser interior, descobrimos um lugar de profunda paz interior e equanimidade, como estar nas profundezas do mar, onde as tempestades que assolam a superfície mal são sentidas e nada mais tem o poder de nos tirar do nosso centro. Com maior centralização e equanimidade, qualquer desafio imprevisto que surja é visto como uma oportunidade para reconhecer e dissolver crenças centrais limitantes que nos mantêm presos à personalidade limitada. E, mesmo quando perdemos o equilíbrio, recuperamos mais rapidamente.

Para experimentar essa qualidade, coloque suas mãos em Dhyana mudra e faça 6 respirações, permitindo que essa qualidade de equanimidade floresça de dentro e permeie todo o seu ser enquanto você canta Om Samatva Devaya Namaha.

7. Propósito de vida – Svadharma

No nível da personalidade condicionada, a confusão quanto ao propósito e significado de nossa vida é muito mais comum do que a certeza. À medida que nos unimos com nosso Ser interior, ganhamos um conhecimento de quem somos além de toda teoria e questionamento, e também reconhecemos esse conhecimento como nosso propósito e significado de vida. Com esse sentido de significado, somos guiados a desenvolver nossos talentos e possibilidades únicas que, de uma forma ou de outra, servem a toda a jornada da humanidade em direção ao seu destino na forma de autoconhecimento e despertar espiritual.

Para experimentar essa qualidade, coloque suas mãos em Kubera mudra e faça 6 respirações, permitindo que essa qualidade de conhecer seu propósito e significado de vida floresça de dentro e permeie todo o seu ser enquanto você canta Om Svadharma Devaya Namaha.

 

8. Compaixão – Karuna

Dentro do reino da prakriti, tendemos a enquadrar todas as experiências e interações dentro das lentes de nosso próprio condicionamento limitado. À medida que nos alinhamos com nosso Ser interior, cultivamos a compaixão, que é a capacidade de ver as situações pelos olhos dos outros; ver a vida como os outros a vêem. Com essa visão, vemos os outros sofrendo e entendemos intuitivamente o condicionamento que trouxe esse sofrimento à existência. Também vemos que a intenção central dos outros, mesmo quando seu nível de consciência é limitado, não é criar dano ou negatividade, mas apenas encontrar a felicidade e evitar o sofrimento dentro dos limites de sua compreensão. Também entendemos que quando os outros agem negativamente, isso não é direcionado a nós pessoalmente, mas apenas reflexos de suas próprias limitações e necessidades e prioridades mal percebidas que são projetadas em qualquer um que esteja em seu caminho. Também podemos reconhecer que o sofrimento dessas pessoas é real e que nós também sofremos assim no passado e agimos inconscientemente. Vemos que as crenças alheias, assim como as nossas, não são fixas, pois cada indivíduo sempre tem a capacidade de se transformar e viver de forma mais consciente. Finalmente, reconhecemos que a melhor maneira de ajudar os outros a mudar suas atitudes e tendências não é por meio de críticas ou conselhos, mas por meio de nosso próprio exemplo de vida em paz e equanimidade.

Para experimentar essa qualidade, coloque suas mãos em Karuna mudra e faça 6 respirações, permitindo que essa qualidade de compaixão floresça de dentro e permeie todo o seu ser enquanto você canta Om Karuna Devaya Namaha.

 

9. Discernimento – Viveka

No nível da personalidade limitada, há uma tendência a se identificar com nossas formas condicionadas de ver e ser, mesmo quando sabemos que elas não oferecem a possibilidade de liberdade, felicidade e paz, mas tendem a perpetuar padrões de limitação e sofrimento. À medida que o reconhecimento de nosso Ser interior como nossa verdadeira identidade se torna mais completo, somos capazes de discernir claramente entre os klishta vrittis, os pensamentos, sentimentos e crenças que causam sofrimento, e os aklishta vrittis, os movimentos dentro da consciência que levam à liberdade e à liberdade. despertar. Limitar as vritis que levam ao sofrimento não se dissolverá rapidamente devido à profundidade de nosso condicionamento, mas, por meio do discernimento, desenvolvemos a capacidade de presenciá-las sem reagir inconscientemente. Testemunhar gradualmente reduz o poder dessas dores produzindo vrittis, permitindo-nos viver com maior liberdade e autonomia.

Para experimentar essa qualidade, coloque suas mãos em Citta mudra e faça 6 respirações, permitindo que essa qualidade de compaixão floresça de dentro e permeie todo o seu ser enquanto canta Om Viveka Devaya Namaha.

10. Entrega ao Senhor – Ishvara Pranidhana

Dentro do reino da prakriti, tendemos a confiar em nossas habilidades no nível da personalidade para encontrar felicidade, sucesso e significado. Como a prakriti é governada pelos três gunas e, portanto, caracterizada pela mutabilidade e incerteza, os resultados são sempre mistos e muitas vezes levam ao sofrimento quando nossos planos e expectativas não se concretizam como esperado. À medida que nos alinhamos com nosso Ser interior, nós o reconhecemos como um reflexo da inteligência no coração de todas as coisas, Ishvara, a Fonte de Energia. Ao nos alinharmos com a Fonte, transcendemos os altos e baixos dentro do reino dos gunas e reconhecemos que a felicidade, o sucesso e a paz que buscamos são a natureza de nosso próprio Ser como reflexos da natureza infinita da Fonte de Energia. Através desse alinhamento com a Fonte, entramos em um estado de graça divina, que tanto nos guia quanto nos protege ao longo de nossa jornada. Dentro da luz da graça, encontramos uma sincronia com os ritmos universais e nos tornamos co-criadores em nosso entorno para apoiar o destino maior da humanidade como o despertar espiritual para o ser. Também usamos nossos desafios e dificuldades como formas de ver onde ainda estamos nos apegando à personalidade limitada para que possamos nos render cada vez mais profundamente.

Para experimentar essa qualidade, coloque suas mãos em Pushpanjali mudra e faça 6 respirações, permitindo que essa qualidade de rendição floresça de dentro e permeie todo o seu ser enquanto você canta Om Ishvara Pranidhana Devaya Namaha.

 

11. Silêncio interior – Antar Mauna

No nível da personalidade condicionada, o nível de contentamento e paz que encontramos geralmente depende das circunstâncias ao nosso redor. Em termos de silêncio interior, a maioriadas pessoas luta na meditação por um período de tempo considerável para encontrar momentos de silêncio. Através da entrega e da graça cada vez mais profundas, naturalmente começamos a experimentar o silêncio e a paz interior através do alinhamento com o nosso Ser, que é simultaneamente união com a Fonte de Energia. Esse silêncio e paz estão além da mente e do reino de prakriti e, portanto, mais imunes aos altos e baixos ao nosso redor.

Para experimentar essa qualidade, coloque suas mãos no Kurma mudra e faça 6 respirações, permitindo que essa qualidade do Silêncio Interior floresça de dentro e permeie todo o seu ser enquanto você canta Om Antar Mauna Devaya Namaha.

12. Onisciência – Sarvavidya

Dentro do reino da prakriti, tendemos a aprender de forma compartimentalizada, dominando informações sobre temas específicos. Mesmo quando nos tornamos doutores, nosso conhecimento em qualquer área é limitado. Em termos do quadro maior da existência, quanto mais a ciência descobre, mais questões surgem e o escopo de nossa compreensão é diminuído pela infinidade da criação. Por exemplo, quanto mais a física avança, mais a definição de criação material se assemelha àquela que o Yoga apurou intuitivamente, e campo de energia sem fim cuja manifestação como materialidade é quase nada! À medida que nos alinhamos com nosso Ser interior como reflexo e extensão da energia da Fonte, cultivamos um tipo diferente de conhecimento na forma de um conhecimento intuitivo da essência de todas as coisas, das leis que governam a própria criação e da Fonte que está subjacente a estes. Esse conhecimento também fornece informações sobre quem somos, a natureza das coisas criadas e nosso propósito de vida e destino na forma de despertar espiritual.

Para experimentar essa qualidade, coloque suas mãos em Bhairava mudra e faça 6 respirações, permitindo que essa qualidade de onisciência floresça de dentro e permeie todo o seu ser enquanto canta Om Sarvavidya Devaya Namaha.

13. Ilimitação – Ananta

No nível da personalidade condicionada, a limitação é uma realidade sempre presente. Quase nunca alcançamos nossos desejos e necessidades completamente. E, por nossa própria natureza humana, assim que alcançamos algo, há uma tendência a querer mais, melhor ou diferente. Além disso, mesmo quando temos tudo o que precisamos em um nível prático, existem padrões internos de deficiência que continuam a criar uma sensação de limitação e sofrimento. À medida que nos alinhamos com nosso Ser interior, reconhecemos que a verdadeira natureza do criador e da criação é ilimitada. Isso se aplica até mesmo à nossa compreensão do universo, onde a ciência muitas vezes procura encontrar fronteiras e limites, mas onde a realidade continua se expandindo. À medida que nos tornamos um com a criação ilimitada, a experimentamos como a natureza de nosso próprio Ser em samadhi. Também a integramos gradualmente na vida diária, onde passamos a entender que nossa capacidade de viver plena e alegremente também é ilimitada. Simultaneamente, mesmo no nível da manifestação material, passamos a ver que nossa capacidade de desenvolver nossos talentos e possibilidades únicas para o bem de todos os seres também é ilimitada.

Para experimentar essa qualidade, coloque suas mãos em Ananta mudra e faça 6 respirações, permitindo que essa qualidade de ilimitado floresça de dentro e permeie todo o seu ser enquanto canta Om Ananta Devaya Namaha.

 

14. Autodomínio – Vashitvam

No nível da personalidade condicionada, há uma forte tendência a se identificar e estar sujeito a uma ampla gama de emoções, impulsos e instintos relacionados a gostos, desgostos e necessidades percebidas. Padrões emocionais como um sentimento de perda, vergonha, carência ou tristeza podem abranger e caracterizar toda a nossa personalidade. À medida que nos alinhamos com nosso Ser interior, reconhecemos que essas tendências existem apenas em nossa mente e em padrões de crenças condicionadas, que não têm base na realidade. Portanto, cultivamos a capacidade de testemunhar esses padrões de negatividade, por mais poderosos que pareçam, sem nos identificar com eles como “eu”. Por meio desse compromisso de não nos identificarmos com padrões que, em última análise, causam sofrimento, desenvolvemos gradualmente a autonomia, a liberdade de escolher nossos pensamentos, emoções e crenças além do reino de nosso condicionamento, que é a essência do autodomínio.

Para experimentar essa qualidade, coloque suas mãos em Kaleshvara mudra e faça 6 respirações, permitindo que essa qualidade de ilimitado floresça de dentro e permeie todo o seu ser enquanto canta Om Vashitvam Devaya Namaha.

15. Amor incondicional – Prema

No nível da personalidade condicionada, o amor geralmente depende do ambiente e da reciprocidade. Quando recebemos carinho e nutrição, é fácil responder de maneira amorosa. Quando esse cuidado não está presente, tendemos a reagir, e a fonte do amor pode rapidamente se transformar em fonte de mágoa e dor. À medida que nos alinhamos com nosso Ser interior, nós o reconhecemos como nossa própria natureza na forma de cuidado e positividade. O amor é a própria essência da criação quando liberamos todo o condicionamento que nos mantém em busca de satisfação e felicidade em nosso entorno. Em um nível prático, essa experiência mais ampla de amor permeia nossos relacionamentos para que possamos ver que todos desejam o amor e a felicidade, que são reflexo de seu verdadeiro Ser, quem eles são na realidade. No final, o amor é simplesmente uma volta para casa. Por meio desse reconhecimento, podemos evitar a carência e a codependência que nos impedem de amar incondicionalmente.

Para experimentar essa qualidade, coloque suas mãos em Padma mudra e faça 6 respirações, permitindo que essa qualidade de amor incondicional floresça de dentro e permeie todo o seu ser enquanto canta Om Prema Devaya Namaha.

16. Liberdade espiritual – Moksha

Através do cultivo e desenvolvimento de todas as outras qualidades, naturalmente experimentamos a liberdade como nossa própria natureza; uma sensação de que não estamos mais presos nem ao nosso próprio condicionamento nem às situações ao nosso redor. Também estamos livres do medo da morte, pois reconhecemos que nosso ser interior, como um com o todo, sempre foi e sempre será. Em total liberdade e imortalidade, também nos reconhecemos como um com a inteligência no coração de todas as coisas, Ishvara, a Fonte de Energia. Os desafios podem continuar a surgir, mas lidamos com eles de forma objetiva, sem a necessidade de levar nada para o lado pessoal. Dentro dessa experiência vivida de liberdade, que reconhecemos como nosso propósito e significado de vida, nossa energia se liberta de padrões de resistência e ansiedade, permitindo-nos apoiar todos os seres na jornada do despertar.

Para experimentar essa qualidade, coloque suas mãos em Jnana mudra e faça 6 respirações, permitindo que essa qualidade de liberdade espiritual floresça de dentro e permeie todo o seu ser enquanto você canta Om Moksha Devaya Namaha.

 

Uma analogia apropriada para Yogaterapia é um pássaro cujas duas asas devem se mover em sincronia para que o processo de cura no Yoga se desenrole de forma otimizada. Uma asa é a compreensão das ferramentas, técnicas e metodologias. A outra asa é a visão da Yogaterapia como uma jornada de cura, tanto para o terapeuta quanto para quem recebe. Esta segunda asa é apoiada pelo cultivo de qualidades essenciais, como escuta atenta. É a integração dessas qualidades, juntamente com um conhecimento profundo das técnicas, que permite ao Yoga terapeuta praticar de forma autêntica.

 A seguir está uma elaboração dessas qualidades: 

Serviço para humanidade: sevā

O Yogaterapeuta recebe uma compensação justa pelos serviços profissionais, mas também cultiva uma atitude de serviço altruísta; uma visão de cura maior do que seus próprios objetivos, desejos e necessidades pessoais. Por meio dessa visão, o terapeuta torna-se uma personificação da cura para seus clientes, a comunidade e, em última instância, para toda a humanidade. 

Enraizamento: dṛḍha bhūmiḥ

O Yogaterapeuta cultiva o enraizamento e a estabilidade em todos os níveis do ser. Isso começa com o corpo físico, onde se desenvolvem a força e a estabilidade para ajudar nas posturas com confiança. Esse enraizamento se estende ao nível psicoemocional, onde nossa prática consistente de centramento e estabilidade nos permite enfrentar os desafios apresentados pelos que recebem a Yoga terapia com segurança e confiança. 

Autocura: svacikitsā

O Yogaterapeuta apoia a capacidade intrínseca de todos os alunos para despertar seu próprio potencial inerente para a autocura. A confiança no processo de autocura começa com os próprios terapeutas, à medida que transformam sua própria saúde em todas as dimensões do ser através do Yoga.

Presença Consciente: upasthiti

Presença consciente é a arte de estar presente em cada momento. O Yogaterapeuta está ciente do passado do aluno, bem como de seus próprios padrões de condicionamento. O Yoga terapeuta também tem uma visão do futuro em termos de objetivos de cura para o aluno. A Yogaterapia, no entanto, só ocorre no momento presente, com o terapeuta totalmente consciente de tudo o que está acontecendo dentro dele e do aluno em todos os níveis do ser. Esta presença é caracterizada por uma intensa curiosidade em relação ao processo de cura do aluno, juntamente com a presença constante de sua própria luz de cura. 

Escuta atenta: śravaṇaṃ

Na Yogaterapia eficaz, o terapeuta raramente oferece conselhos ou opiniões, mas escuta com atenção e sensibilidade o que seus alunos estão comunicando para responder de forma adequada. Essa escuta envolve atenção cuidadosa ao que é comunicado e repetição de postos-chaves para maior clareza e também para permitir que o aluno ouça o que está expressando de forma clara. Há também um nível mais profundo de escuta intuitiva que se desenvolve ao longo da jornada espiritual do próprio terapeuta. Uma compreensão intuitiva do ser humano que nos permite “ver” toda a história de vida do aluno, em todas as dimensões e as suas necessidades de cura, além do que está sendo comunicado. 

Comunicação consciente: vāca kauśalaṃ

À medida que nossas habilidades de escuta se aprofundam, também aprendemos a responder ao que ouvimos com mais sensibilidade e sempre dentro da estrutura da jornada do aluno e dos objetivos de cura. A comunicação consciente começa com a repetição do que o aluno disse de forma clara e construtiva. A comunicação consciente continua com a habilidade de fazer perguntas que levam a uma maior consciência por parte do aluno, em vez de oferecer conselhos ou sugestões. A comunicação consciente também está presente no desenvolvimento de planos de cura de uma forma que é co-criativa em vez de prescritiva. 

Uso consciente das técnicas: upakaraṇā kauśalaṃ

O Yogaterapeuta tem uma compreensão profunda de uma ampla gama de ferramentas da Yoga terapia, incluindo asana, pranayama, mudra, meditação e Yoga nidra, bem como a estrutura filosófica e histórica na qual eles evoluíram. O terapeuta também tem um conhecimento profundo da anatomia, fisiologia e cinesiologia em relação aos efeitos e benefícios dessas ferramentas. Além disso, o Yogaterapeuta tem uma compreensão dos processos da doença e cura, tanto da perspectiva ocidental quanto da ayurvédica. O uso consciente das técnicas é a integração perfeita de todas essas áreas de conhecimento dentro da luz da sabedoria intuitiva do Yoga. 

Paciência: sahana

O processo de cura é único para cada indivíduo. Não pode ser apressado e, como as asas da borboleta, deve desabrochar como parte de um processo de transformação em que todas as fases de cura ocorrem natural e progressivamente. O terapeuta deve estar atento para nunca precipitar esse processe em nome da realização de objetivos a curto prazo. 

Entusiasmo: utsāha

O Yoga terapeuta está familiarizado com todos os aspectos do Yoga como uma metodologia de cura, mas também tem uma tendência natural de gravitar em torno de uma área ou áreas específicas. O Yoga terapeuta cultiva seus pontos fortes e áreas de interesse e é apaixonado por sua área de especialidade, seja o corpo físico, o corpo sutil ou o corpo psicoemocional. Esse entusiasmo apoia o aluno a desenvolver ânimo em seu próprio processo de cura. 

Prática Pessoal Comprometida: sādhanā

Uma prática projetada para as necessidades do indivíduo geralmente fornece uma cura ideal. A maneira mais eficaz do terapeuta criar uma prática pessoal para os outros é desenvolver sua própria prática individual consistente e avaliar cuidadosamente como ela atende às suas necessidades. 

Autoestudo e estudo das escrituras: svādhyāya

O Yogaterapeuta facilita a jornada dos alunos, através de ampliar as suas perspectivas de si mesmo e da vida como um todo. Esse processo começa quando o terapeuta explora áreas de limitação, dor e sofrimento em sua própria vida, permitindo-lhe facilitar de forma prática a jornada do autoestudo dos outros. Este processo de autoestudo se baseia em uma compreensão profunda das escrituras sagradas do Yoga, incluindo os Yoga Sutras de Patanjali, o Bhagavad Gita, os Upanishads e os textos do Hatha Yoga.

Simplicidade: saralatā

Quando começamos a oferecer Yogaterapia, pode haver uma tendência de apresentar muitas ferramentas e técnicas para atingir “o máximo de cura”. Para uma Yoga terapia eficaz, no entanto, menos geralmente é mais, e oferecer algumas ferramentas e técnicas de forma completa e autêntica geralmente será mais útil. Essa simplicidade reflete uma clareza crescente dentro da própria jornada do terapeuta, na qual ele começa a explorar muitas técnicas e, com o tempo, aprende a simplesmente descansar na simplicidade de sua própria natureza essencial. 

Generosidade: dāna

O Yogaterapeuta mantém limites apropriados em termos de tempo e energia para evitar esgotamento. O terapeuta também apresenta o material em um ritmo que é facilmente acessível para o aluno. Ao mesmo tempo, ele oferece todo o seu conhecimento e compreensão do Yoga generosamente, mostrando que o conhecimento do Yoga é universal e pertence a toda a humanidade. O autoconhecimento é o futuro evolucionário da humanidade. 

Compaixão: karuṇa

Compaixão é a habilidade de ver claramente que todos os seres buscam a felicidade e evitam o sofrimento nos limites de seu entendimento. A maioria busca a felicidade apenas no mundo material, tentando conseguir o que gosta e evitar o que não gosta. Como Yoga terapeutas, honramos esse ponto de partida, reconhecendo com compaixão que também buscamos a felicidade por meio de nosso ambiente. Mas, com o tempo, através da luz do Yoga, percebemos que felicidade que buscamos está dentro de nós. Ao respeitar o ponto de partida e a essência naturalmente lenta do processo, podemos ver que todos, incluindo nós mesmos, estamos em uma jornada de cura. Para alguns, a jornada é predominantemente direcionada para a cura física, enquanto para outros, é emocional, enquanto todos eventualmente chegam a ver que aquela que representa a cura definitiva é o encontro com nosso Ser real, como reflexo da inteligência Divina no coração de toda a criação.

Consciência da Testemunha: sākṣitvaṃ

Na Yogaterapia pode surgir no processo aluno uma ampla gama de sentimentos, emoções e sensações, tanto positivas quanto negativas. O Yoga terapeuta testemunha esses sentimentos no aluno sem julgamento, criando um espaço onde eles podem ser expressos e integrados no próprio tempo do aluno. Qualquer tentativa de forçar o processo de desabrochar da borboleta pode resultar na incapacidade de abrir as asas plenamente e de voar. Mesmo que o terapeuta apoie a consciência da testemunha no aluno, ele também aprofunda essa habilidade em relação aos seus próprios pensamentos, sentimentos e crenças que surgem no processo de Yoga terapia. 

Equanimidade: samatva

A equanimidade é um dos resultados mais importantes de nossa capacidade de testemunhar de forma consciente e consistente. Pois é esse testemunho consistente que revela os vasanas, as crenças profundas que nos impedem de reconhecer nosso verdadeiro Ser, cuja própria natureza é a equanimidade. Com crescente equanimidade, somos capazes de descansar nas profundezas calmas de nosso ser interior, independente do que está acontecendo no nível superficial das sensações, pensamentos e sentimentos que surgem na Yoga terapia e na vida diária. 

Integridade: arjava

Uma faceta essencial da integridade na prática de Yoga terapia é permanecer em nossa autenticidade como terapeutas dentro na visão de Yoga, onde a saúde é a integração do corpo, mente e espírito. Dentro dessa visão, oferecemos a Yoga terapia como práticas de Yoga ideais para as necessidades individuais em todos os níveis do ser, em vez de prescrever técnicas específicas de Yoga para curar doenças. Integridade também é reconhecer quando somos capazes de trabalhar com um aluno de forma eficaz e quando é apropriado encaminhar esse aluno para outro profissional com uma especialização específica.

Cura multidimensional: pañca kośa chikitsi

O Yoga terapeuta mantém uma visão da pessoa como um todo, de modo que, mesmo que esteja se concentrando no corpo físico, também enxerga, sente e responde às necessidades do aluno nos níveis energético, psicoemocional, de sabedoria e espiritual. Essa perspectiva multidimensional, enquadrada no modelo dos cinco koshas, ​​cultiva naturalmente uma maior consciência no terapeuta de todas as dimensões envolvidas no processo de cura. O modelo dos cinco kosha também traz consciência para cada uma dessas dimensões dentro do aluno, abrindo-se naturalmente para a cura multidimensional. 

Intuição: nidhyāna

O Yogaterapeuta tem uma ampla gama de ferramentas e técnicas para avaliar as necessidades do aluno, junto com um entendimento teórico e técnico delas, que é essencial para a prática da Yoga terapia. Além desse entendimento técnico, a intuição desempenha um papel importante em saber como e quando empregar essas ferramentas e técnicas na jornada do aluno. A intuição se expressa por meio de um conhecimento intrínseco que surge espontaneamente no terapeuta, em comunhão silenciosa com o seu próprio ser interior, e através de uma comunicação intuitiva com o ser interior do aluno. 

Criatividade: pratibhā

A Yoga terapia é uma arte e uma ciência, e com cada grupo ou indivíduo que encontramos, aprendemos e ensinamos algo de uma maneira completamente nova. Esta abertura para a Yoga terapia como um campo de possibilidades infinitas permite uma tremenda criatividade, mantendo nosso ensino atualizado, vivo e relevante para as necessidades individuais de cada aluno. A criatividade é especialmente relevante em relação todos nós, que praticamos e ensinamos Hatha Yoga, pois o espírito de criatividade, junto com a manutenção da tradição, formou a base do renascimento do Yoga na década de 1920. Muitos dos aspectos desse renascimento, como a instrução de Yoga para chefes de família, para mulheres e para várias castas, foi uma adaptação completamente única e criativa do Yoga às necessidades da vida moderna.

Autonutrição: svapoṣaṇa

Seremos capazes de nutrir os outros apenas na medida em que somos capazes de nutrir a nós mesmos. Esta autonutrição é multidimensional dentro do modelo dos cinco koshas. Nutrimos o corpo físico com uma dieta ideal, estilo de vida e prática diária de Yoga. Também recebemos trabalhos corporais e outras técnicas de cura para manter sempre em mente a importância do relacionamento terapêutico. No nível do corpo energético, o terapeuta se vale de técnicas de cura do corpo sutil para equilibrar os chakras, garantir o fluxo ideal dos pranavayus e equilibrar os nadis, de modo que o sol e a lua estejam harmonizados. A nutrição energética também é apoiada pela conexão regular com a natureza e fontes de energia.

No nível psicoemocional, nos nutrimos por meio de descanso e de controle do estresse na forma de Yoga Nidra regular e outras práticas de relaxamento. Também reservamos um tempo para brincar e explorar os mistérios da vida. No nível de sabedoria, reduzimos gradualmente nossa identificação com crenças e tendências negativas que causam tensão e desarmonia, libertando-nos, assim, do conflito interno e externo que nos impede de nos nutrir. No nível da bem-aventurança, a liberação da negatividade nos permite nutrir com pensamentos positivos e energia que refletem nosso verdadeiro Ser, permitindo-nos alinhar com a Fonte Divina, a própria essência da nutrição. À medida que nos nutrimos, podemos modelar essa cura multidimensional para nossos alunos por meio de nossas palavras e de nossa presença energética. 

Gratidão: kṛtajñā

Gratidão é reconhecer a vida, incluindo seus desafios, como um presente precioso, uma oportunidade rara e única de valorização e aprendizado. Este reconhecimento do valor inerente da vida nos ajuda a aceitar e abraçar cada experiência conforme ela se apresenta a cada momento. Ao modelar essa qualidade para nossos alunos, abrimos-lhes a possibilidade de desabrochar suas próprias possibilidades únicas de gratidão e apreciação, que é uma faceta essencial da cura.

Liberdade interior: kaivalya

Kaivalya significa literalmente estar sozinho mas, no contexto da Yogaterapia, pode ser traduzido como autonomia absoluta por meio da liberdade de todas as crenças condicionadas que formam a personalidade limitada. É essa autonomia que nos permite reconhecer claramente nossa unidade absoluta com toda a criação e, a partir dessa unidade, interagir continuamente em um espírito de compaixão, paz e harmonia. Kaivalya nos permite viver e trabalhar com uma sensação de leveza e tranquilidade e ver e servir aos nossos alunos com compaixão, entusiasmo e objetividade, apoiando de forma otimizada sua jornada de cura. 

Entrega: praṇidhāna

Entrega é o reconhecimento de que existe uma inteligência abrangente no coração da criação que guia as nossas vidas. Essa inteligência nos inspirou a embarcar em nossa própria jornada de cura através do Yoga e a compartilhar essa jornada com outros por meio da Yoga terapia. À medida que nos alinhamos com esta Fonte de Energia, somos naturalmente guiados para completar nosso próprio processo de cura e apoiar outras pessoas em sua jornada. 

Fé: shraddha

A fé é o conhecimento absoluto de que o Yoga é um processo de transformação que nos curou em todos os níveis do ser. Também temos fé que o Yoga tem o poder e o potencial para curar todos aqueles que o recebem, com técnicas ideais de cura para cada aluno que encontramos.

 

Segundo a filosofia do Yoga, prakriti, o mundo material, existe com o objetivo de reconhecer purusha, o nosso verdadeiro Ser. Em outras palavras, o mundo é um campo de aprendizado que existe para o desabrochar de nosso verdadeiro Ser como propósito e destino de nossa vida. Se, como diz o Yoga, o mundo é um campo de aprendizado cujo objetivo é o despertar espiritual, quais são as lições a serem aprendidas com a atual pandemia do coronavírus? Embora reconheça plenamente a gravidade da situação e o medo e a ansiedade compreensíveis que o planeta inteiro está experimentando, também há algo de positivo que pode advir dela; existe também um ensinamento?Refletindo sobre isso, vários temas se apresentam:

Fragilidade – Os sistemas sociais, políticos e econômicos que sustentam a vida dos seres humanos, incluindo governos, sistemas de saúde e empresas, esforçam-se por apresentar uma imagem de permanência, estabilidade e até invencibilidade. A crise atual nos lembra a nossa fragilidade e vulnerabilidade fundamentais. Este vírus é uma tragédia humana, especialmente porque tira de nós aqueles que devem ser mais valorizados, os fracos e os idosos. Comparado a outras pandemias no passado, no entanto, esse vírus não está entre os mais ameaçadores à vida. Mesmo assim, está além da capacidade de muitos governos e sistemas de saúde de lidar com isso de maneira eficaz. Do ponto de vista do Yoga, essa fragilidade é inerente ao nosso meio, que está sujeito a constantes mudanças. Essa impermanência inerentes a todas as coisas criadas são um lembrete vívido de que essa vida não é para ser um fim, mas apenas um meio para o reconhecimento de nosso verdadeiro Ser, uma fonte de força interior, de quietude e de paz, que está sempre presente, independente do que esteja ocorrendo em nosso entorno.

 

 

 

Interconectividade – Houve pandemias muito piores no passado, mas o mundo nunca foi tão interconectado e interdependente quanto é hoje. No passado, crises aconteciam em outros países, lugares distantes, sem relação direta com as nossas vidas. Hoje, porém, a mutação de um vírus em um mercado de animais silvestres na China quase instantaneamente se torna uma crise para todo o planeta, não apenas do ponto de vista da saúde, mas também por todas as implicações econômicas de larga escala. O Yoga nos ensina a consciência de nossa interconectividade, de que todo pensamento e ação são como pedras jogadas em um lago cujas ondas se espalham infinitamente. Portanto, o Yoga ensina a consciência em todas as nossas atividades com uma compreensão de como elas afetarão os outros e a sociedade em geral. O Yoga ensina a interconectividade de todas as coisas, de modo que nós, como espécie, não podemos mais nos dar ao luxo de agir de maneira individual ou egoísta.

 

Respeito à natureza – É um fato conhecido que o coronavírus pode se espalhar a partir de criações impróprias e não naturais de espécies selvagens, mas o que é menos conhecido é que esse tipo de transmissão é mais provável quando essas espécies estão sob estresse. Esse vírus se originou na China, mas o número de lugares no planeta em que a natureza está ameaçada e sob estresse é numeroso e aumenta exponencialmente. Não podemos nos separar dos ciclos e ritmos da natureza cuja essência é equilíbrio e harmonia; não podemos esperar que a natureza seja paciente conosco indefinidamente, mesmo que nosso abuso do mundo natural continue incessantemente. Este vírus não pode ser visto separadamente do desmatamento e do aquecimento global. A natureza é Gaia, uma entidade viva cujo cuidado e equilíbrio são agora uma necessidade absoluta para a sobrevivência de nossa espécie.

 

Simplicidade – Muitos de nós ao redor do planeta agora vivem sob restrições nas quais apenas serviços essenciais,como saúde, alimentos e medicamentos, estão funcionando. Com a maioria de nossos comércios fechados, temos a possibilidade de ver quantos de nossos desejos e necessidades realmente vão além do que é absolutamente necessário. O Yoga nos diz que a busca pela satisfação através das coisas materiais nunca será suficiente, porque o mundo material não era para ser um fim em si mesmo, mas apenas um meio de descobrir o contentamento intrínseco de nosso verdadeiro Ser. O Yoga também ensina que buscamos satisfação e felicidade em nosso entorno de maneira tão compulsiva, porque o prazer que experimentamos através das coisas materiais é um vislumbre da completa paz de nosso verdadeiro Ser que, de alguma forma, sabemos que está sempre presente e à espera. Talvez este seja um momento para refletir sobre nossos verdadeiros desejos, necessidades e prioridades, nos perguntando se a felicidade que buscamos está nas coisas materiais ou se já está realmente presente em nosso próprio Ser, mais próximo de nós que a nossa própria respiração, esperando apenas para ser reconhecido claramente.

 

Apreciação – Neste momento de crise, muitos estão separados das coisas que estão acostumados a fazer, coisas que proporcionam prazer e conforto, e mesmo aquelas que apoiam nosso crescimento e despertar espiritual. Algumas são coisas simples, como encontrar-se com amigos e familiares, ir a uma aula de Yoga ou outra atividade em grupo, passear no parque ou ir à praia. Talvez esse momento de distanciamento social seja um tempo para uma apreciação mais profunda dos bênçãos que recebemos em cada momento da vida diária. Essa pandemia nos lembra que até a nossa respiração é um presente e que devemos viver e respirar a cada momento, mesmo os mais desafiantes, com muita gratidão e apreciação.

 

 

Autonomia e liberdade – De acordo com o Yoga, prakriti existe para purusha; toda a criação é um campo de aprendizado cujo propósito é despertar para o nosso verdadeiro Ser. O corpo é um veículo precioso para essa jornada e, em tempos de crise, é normal que a sobrevivência, tanto física quanto econômica, se torne prioridade. E embora este seja um momento para se concentrar em manter-se fisicamente saudável, também deve ser um tempo para se concentrar no objetivo e propósito finais deste corpo, que, da perspectiva do Yoga, é conhecer o verdadeiro Ser além de qualquer dúvida, teoria e questionamento, através do despertar espiritual. E enquanto o ser físico é finito, o verdadeiro Eu é infinito e imortal; é quem nós somos na realidade, quem sempre fomos e quem sempre seremos. Mesmo que valorizemos o que é finito neste momento de crise, este também é um momento para também priorizar ao que é imortal, infinito, e sempre esperando para ser visto, o nosso Ser Real, através das práticas de Yoga e Meditação.

Unificando as Definições de Yoga

 O significado do Yoga não cabe em uma única definição, mas sim em várias definições interrelacionadas, que se unem para formar uma visão do Yoga muito além de palavras e conceitos. Juntas, essas definições formam uma mandala, um círculo de conhecimento, que inclui e transcende os vários tons de significados do Yoga, e que nos guia à sua essência: a verdade de nosso próprio Ser que é simultaneamente a verdade de toda a Criação, a qual palavras podem até explicar, mas jamais conseguirão expressar completamente.

Yogaḥ saṁyogaḥ – Yoga é União

ação, ao ar livre, astronomiaA raiz sânscrita da palavra Yoga é yuj, que significa “unir-se”. Existem muitos cognatos para a palavra Yoga nas línguas indo-européias, como “yoke”, em inglês, ou “conjugar”, no português, que também significam “unir”. O conceito de Yoga como união engloba uma ampla gama de significados, cada um dos quais contribui para o entendimento do Yoga como um todo. O significado final de Yoga como união é a junção da alma individual, Atman, com o Eu Universal, Brahman, que é a compreensão de que o objetivo primordial da jornada de vida de cada indivíduo é a união com o seu Ser Real, que é ao mesmo tempo o Ser Universal e a Fonte da Criação.

 

Começamos essa jornada de união no nível mais palpável: a união com o nosso próprio corpo. Embora nos relacionemos com o corpo como “eu” e “meu”, nosso relacionamento muitas vezes carece de profundidade ou intimidade real. De fato, nosso corpo é frequentemente tratado como um objeto ligeiramente estranho, usado pela personalidade cotidiana em sua busca por sobrevivência, reprodução e hierarquia social. Através do Yoga em geral, e através das técnicas do Hatha Yoga em particular, nos unimos completamente ao nosso corpo, otimizando o seu funcionamento e transformando-o em um veículo apropriado para a jornada de união com o nosso Ser Real.

 

Essa união com o corpo serve como base para nos unirmos à nossa respiração, através do pranayama, a ciência da respiração yoguica. À medida que desenvolvemos o domínio sobre a nossa respiração, equilibramos o sistema nervoso, reduzindo estresse e cultivando equanimidade, o que serve como um alicerce para a nossa jornada de união com o nosso Ser Real. A união com a respiração naturalmente desperta a consciência para o nosso corpo de energia sutil, uma dimensão expansiva do nosso ser que transcende completamente nossos pensamentos, sentimentos e crenças cotidianas, afrouxando, assim, a nossa rígida identificação com a personalidade.

 

A união com a nossa respiração e com o nosso corpo de energia sutil cultiva uma expansividade em nosso ser psicoemocional, que nos permite olhar para ele com mais abertura e objetividade. Por fim, passamos a enxergar a mente cotidiana, manas, não mais como a nossa verdadeira identidade, mas como um lugar onde os padrões limitantes de pensamentos, sentimentos e crenças habitam. O primeiro passo para a liberação desses condicionamentos é nos unirmos a eles profundamente de modo a tomar consciência de como eles causam sofrimento e limitação. Através de uma maior intimidade e consciência do nosso ser psicoemocional, vemos que a personalidade é, na verdade, um composto de camadas de condicionamentos na forma de instintos evolutivos de sobrevivência e influências da cultura, sociedade e família, todos distintos do nosso Ser Real.

 

Esse gradual reconhecimento da natureza limitante dos condicionamentos da personalidade naturalmente desperta a nossa mente superior, buddhi, que nos permite testemunhar pensamentos, sentimentos e crenças limitantes sem reprimir, reagir inconscientemente ou se identificar com eles como “eu” e “meu”. À medida que nos unimos mais profundamente com a mente superior, o testemunho torna-se espontâneo e natural, e gradualmente vamos liberando as nossas tendências de negatividade e hostilidade, e os sentimentos de inadequação ou incapacidade. Essa união com a nossa mente superior através do testemunho consciente é especialmente importante nos momentos em que experienciamos perda, dor e sofrimento, uma vez que, por trás de toda experiência de limitação, sempre existe a possibilidade de enxergar uma crença limitante que é a causa da dor psicoemocional.

 

Através da consciência e liberação de pensamentos, sentimentos e crenças limitantes, um espaço é criado para a compreensão do significado de Yoga como união no seu senso mais completo de união com o Ser Real. Esta união não é algo que criamos ou conquistamos, mas simplesmente é o enxergar claramente todas as crenças limitantes, confusões, falsas percepções e condicionamentos. Este Ser Real é a pura consciência, inerentemente pleno, o Ser Universal no coração de toda a criação, cuja verdadeira essência é união.

 

A natureza do Ser Universal e os meios para atingir essa união são esclarecidos por outras definições do Yoga, encontradas no Bhagavad Gita. A primeira destas está no Bhagavad Gita 2.50:

 

Yogaḥ karmasu kauśalam – Yoga é ação consciente

 

água, alvorecer, amanhecer

 

Ação consciente é a capacidade de enxergar claramente quem não somos (a personalidade condicionada) e quem somos (o verdadeiro Ser ilimitado). A ação consciente é expressada momento a momento na vida diária, através do testemunho consciente, observando os padrões e tendências psicoemocionais, sem reprimir, reagir inconscientemente ou identificá-los como “eu” e “meu”.

 

A ação consciente também é o respeito pelos nossos próprios padrões e tendências, reconhecendo que eles estão profundamente enraizados e, portanto, não são liberados com rapidez e facilidade. Trabalhar com esses padrões com habilidade toma tempo, paciência e compaixão por si mesmo e pelos outros, pois confrontar crenças limitantes com muita força pode acabar dando-lhes ainda mais força ou acabar fazendo com que elas se escondam ainda mais profundamente.

 

A ação consciente, portanto, abrange aceitação e respeito por nossa própria história, reconhecendo que cada passo, não importa quão doloroso, faz parte de nossa jornada de despertar. Ação consciente é também a integração de qualidades positivas, como amor, compaixão e generosidade na vida diária, de modo que sempre que a negatividade surgir, fazemos exatamente o oposto do que seria a nossa tendência inicial. Essa ação consciente no cotidiano permite-nos ver com absoluta clareza que o nosso propósito e realização nunca serão encontrados no nível da personalidade, mas apenas através da união com o nosso Ser Real.

 

A ação consciente naturalmente leva à equanimidade, que é destacada na próxima definição de Yoga, no Bhagavad Gita 2.48:

 

 Samatvam yoga ucyate – Yoga é equanimidade

 Através da união com o nosso corpo, respiração e mente, e a nossa capacidade de agir com habilidade, há um aumento natural na estabilidade psicoemocional, além de uma redução na confusão, no estresse e na ansiedade, que nos permite viver com mais equanimidade. A essência da equanimidade é a capacidade de ver desafios, questões e problemas como oportunidades para transformação e despertar, e não como emergências estressantes que precisam ser resolvidas, mudando pessoas ou coisas ao nosso redor. Essa mudança de atitude é fundamental para a união com o nosso Ser Real, pois enquanto vermos a vida como algo que precisa ser consertado ou melhorado, estaremos sempre buscando e lutando, sem nunca ver que, na verdade, somos o problema e também a solução que buscamos. Esta mudança de atitude permite-nos perceber todas as interações e atividades como oportunidades para um maior reconhecimento do nosso Ser Real, uma vez que, ao não reagir, damos um passo para trás para enxergar as tendências e os condicionamentos que causam repetidamente os mesmo “problemas” em diferentes situações. Equanimidade começa como uma prática que requer consciência e constante lembrança, mas, à medida que o condicionamento que causa sofrimento é liberado, experienciamos equanimidade continuamente, como um reflexo natural do nosso verdadeiro Ser.

 

O Yoga Sutras de Patanjali, 2.3, amplia a nossa compreensão ao focar no Yoga como uma metodologia para unir-se à quietude, que é a essência de nosso Ser Real:

 

Yogaś citta vṛtti nirodhaḥ – Yoga é o aquietar das atividades da mente

 

A união com o corpo, respiração e mente, junto com a crescente ação consciente e o aumento de equanimidade, resultam naturalmente em um aquietar da mente. A prática de Yoga cultiva quietude ao reduzir confusões, distrações e condicionamentos que nos impedem de enxergar o silêncio e a paz essencial de nosso Ser Real, que está sempre presente e a espera de ser despertado. O Yoga Sutras de Patanjali apresenta uma metodologia multifacetada para trazer a mente para um estado de quietude. Os Yamas, os preceitos éticos, reduzem os conflitos internos e externos. Os Niyamas, as observâncias espirituais, oferecem um roteiro para a jornada de despertar. Asana, as posturas de Yoga, liberam o estresse e as tensões do corpo, ao mesmo tempo que otimizam o seu funcionamento. Pranayama cultiva calma e tranquilidade, enquanto nos desperta para o corpo de energia sutil. Pratyahara gira os sentidos para dentro, reduzindo as distrações com o meio. Dharana, concentração, cultiva estabilidade psicoemocional e Dhyana, meditação, nos permite experienciar plenitude, integração e paz, que são reflexos de nosso Ser Real.

 

Cada um dos angas do Yoga, quando praticado diligentemente e sinceramente, nos prepara para a completa quietude da mente que é experimentada em Samadhi, a essência da prática de Yoga, segundo a perspectiva dos Yoga Sutras de Patanjali.

 

Yogaḥ samādhiḥ – Yoga é samadhi

Samadhi é um estado de profunda absorção meditativa, no qual nos concentramos exclusivamente no objeto de nossa meditação e também nos fundimos completamente com esse objeto, de modo que o meditador e o objeto da meditação se unam em uma única entidade. Existem vários níveis de Samadhi e, à medida que aprofundamos nossa prática, nosso objeto de meditação torna-se cada vez mais sutil, até que é completamente transcendido e permanecemos no puro Ser consciente, além do mundo dos pensamentos, conceitos, teorias ou crenças.

 

Neste nível mais profundo de absorção, todos os movimentos da mente, positivos ou negativos, naturalmente entram em quietude. Essa quietude não é, de forma alguma, vazia, mas preenchida por verdade, propósito, plenitude e paz, que nos absorve tão completamente que se torna a nossa única realidade. Nesse nível de Samadhi, todas as nossas definições de Yoga se fundem para formar uma mandala de união com o nosso próprio Ser Real, que é ao mesmo tempo, a verdade Universal no coração da criação. Esta experiência gradualmente permeia todas as atividades e todos os momentos da vida com a essência da verdade que é o nosso propósito e destino de nossas vidas.

 

 

A Formação Profissional em Yogaterapia Integrativa ensina a arte e a ciência de Yogaterapia, tanto para oferecer programas para grupos com condições de saúde específica como para sessões dedicadas às necessidades individuais.

 

A metodologia de como organizar grupos terapêuticos ensinada durante a formação, possibilita que os terapeutas formados possam criar os seus próprios programas de Yogaterapia em sua cidade.

 

Victor Perez, formado em 2010 e yogaterapeuta do programa “Coração Saudável”, do Instituto Yoga Integrativa, sentiu a necessidade de desenvolver um programa direcionado aos Servidores da Saúde, para cuidar de quem cuida. Utilizando todo o conhecimento adquirido na formação, Victor criou o “Cuidando do Cuidador”, um programa próprio realizado em parceria com a Secretaria da Saúde de Imbituba.

 

“A formação de Yogaterapia me proporcionou conhecimento para distinguir qual a ferramenta do yoga devo utilizar em cada situação, de forma correta e eficaz para o paciente. A Yogaterapia constrói um vínculo muito forte entre o paciente e o Yogaterapeuta, hoje brinco com as pessoas dizendo que é possível fazer até mesmo uma Yogaterapia familiar, atendo uma família de 4 pessoas cada uma em uma sessão, cada uma com sua individualidade”, explica Victor.

A Formação Profissional também possibilita que o yogaterapeuta formado ofereça sessões individuais de Yogaterapia.

 

A yogaterapeuta Cleo Weber, formada em 2015, se especializou em atendimentos individuais e conta que entre os seus pacientes as condições de saúde variam desde dores musculares, problemas de coluna até desequilíbrios na tireoide e esclerose múltipla.

 

“A Formação em Yogaterapia mudou o meu olhar; recebi conhecimentos profundos, ferramentas de Yoga, técnicas de respiração associada aos mudrás, técnicas de anamnese… Um vasto leque de recursos que permitem compreender os sistemas corporais em desequilíbrio e desenvolver um atendimento personalizado para a cura e a integração da pessoa como um todo.”, destaca Cleo.

No dia 12 de dezembro, foi realizada, na Montanha Encantada, a confraternização de encerramento do ano do Programa Coração Saudável das cidades de Garopaba, Imbituba e Florianópolis. Este evento marca 15 anos da existência do Programa Coração Saudável e ao longo dessa história conseguimos comprovar os resultados e consolidar o programa de tal forma que ele é um componente essencial da saúde pública da região.

Os participantes do programa fizeram um passeio pela Montanha Encantada, visitando as simpáticas Alpacas e Lhamas e a árvore Figueira centenária. Na confraternização também teve banho na piscina natural, uma aula de Yogaterapia, ministrada pelo professor Joseph Le Page e ainda, um almoço de encerramento.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Parceria consolidada

Gabriela Rodrigues Pereira é diretora da Atenção Básica, na Secretaria de Saúde de Garopaba. Ela explica que todos os anos o Programa de Yogaterapia Coração Saudável é realizado em dois bairros diferentes, o que beneficia pessoas de toda a cidade. Todos os anos em média 40 pessoas participam do programa. Gabriela comenta que sempre tem um retorno muito positivo de todos os profissionais de saúde e das pessoas que participam do programa, por isso pretende continuar trabalhando para que essa parceria, já consolidada, siga em frente.

A Secretaria de Saúde, que além de contratar o programa, organiza os espaços para a realização e disponibiliza profissionais da área, como médicos, enfermeiros e psicólogos acompanha todo o trabalho feito durante os encontros. A diretora destaca que se constata muitos benefícios para as pessoas que participam do programa e aponta, como principais resultados, o controle da pressão arterial, a redução do uso de remédios, a diminuição do estresse, e o equilíbrio do sono e da alimentação.

 

Os participantes contam as suas experiências

Isabel Cristina Wilmsen, de 56 anos, moradora da praia da Ferrugem, em Garopaba, participou do programa pela primeira vez esse ano. Ela conta que também foi a sua primeira experiência com Yoga.

Isabel disse que antes do programa se sentia irritada, era muito brava e, depois que começou a participar dos encontros, ficou bem mais calma. “Eu não sabia respirar, agora aprendi”, afirma sorridente.

Isabel afirma que gostou muito de praticar Yoga e agora pretende buscar aulas regulares para seguir praticando. Destaca que sentiu uma mudança grande na sua vida, o que considera muito bom. “Todo mundo deveria praticar Yoga”, afirma com convicção. Ela também adorou o passeio pela Montanha, que ainda não conhecia, achou tudo muito lindo, principalmente a natureza.

Janete de Abreu de 58 anos passou o ano todo de 2019 participando do Programa Coração Saudável, realizado através do projeto Amanhecer, no HU da UFSC. Ela comenta que procurou por Yogaterapia devido à sua condição de saúde. Com fibromialgia, ansiedade e hiperatividade, conta que o programa vem ajudando muito.

Garante que para ela está sendo fantástico, principalmente por ter que conviver diariamente com dores pelo corpo, causadas pela fibromialgia. Janete afirma que seu corpo estava pedindo e precisando dessa atenção e tem sentido resultados muito positivos.

“O Yoga abre a mente para a gratidão, passei a ver tudo com outros olhos e dar valor a tudo. Sou muito grata pela vida”, comenta. Com todos os benefícios que vem sentindo, Janete pretende continuar no programa e praticar Yoga mais vezes durante a semana.

O futuro do programa

Com essa experiência de 15 anos e a oportunidade de consolidar todas as partes do programa, o Coração Saudável agora vai expandir para outros estados, através dos alunos formados no programa de treinamento de Yogaterapeuta na Montanha Encantada.

No ano de 2020 vão ser abertos cinco programas de Coração Saudável em vários estados, financiados pelo Instituto Yoga Integrativa da Montanha Encantada. Todos os Yoga terapeutas formados neste curso na Montanha estão convidados a apresentar propostas para a expansão desse programa tão importante por todo o Brasil.

A visão é ter o Coração Saudável amplamente representado em todo o território brasileiro!

Para mais informações contate Joseph Le Page pelo email iytbr@fastmail.fm

 

 

A professora Rosana Reginatto trouxe para o Centro de Yoga Montanha Encantada o grupo de formandos da terceira turma do curso extensivo em Yoga Integrativa, realizado na cidade de Chapecó/SC. A formação em Yoga Integrativa tem o mesmo conteúdo e carga horária, 250 horas, que o curso intensivo, realizado anualmente na Montanha Encantada.

O extensivo foi oferecido em 11 módulos, durante o ano todo em Chapecó e, de 06 a 09 de dezembro, foi realizado o último módulo do curso e a formatura dos novos professores na Montanha Encantada, em Garopaba. 27 pessoas, residentes principalmente na região Oeste do Estado, participaram do curso e se formaram professores de Yoga Integrativa.

A professora Rosana Reginatto explica que a formação realizada no Oeste facilita muito a participação dos moradores daquela região do Estado e também de pessoas do Paraná e Rio Grande do Sul.

Além de Rosana, que fica responsável pela coordenação do curso e por todo o conteúdo de metodologia e filosofia, o curso conta com as aulas de Liliam Aboin, co-fundadora da Montanha Encantada, que ministra dois módulos da formação e outros professores convidados.

A próxima turma da formação de professores de Yoga Integrativa de Chapecó já está sendo formada e o primeiro módulo do curso já começa agora, em janeiro de 2020.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Família estudando Yoga

Paola de Oliveira Regoso foi uma das novas professoras de Yoga Integrativa que se formou este ano. Praticante de Yoga há 15 anos ela conta que já pensava há algum tempo em fazer uma formação e em 2019 conseguiu se organizar para isso. Paola teve seu primeiro contato com o Yoga através do método De Rose e logo em seguida, conheceu a professora Rosana e o método de Yoga Integrativa e nunca mais deixou a prática.

Após concluir a pós-graduação em psicologia transpessoal, pela Unipaz, que durou dois anos, Paola decidiu fazer a formação de professores de Yoga Integrativa. Ela conta que a experiência com o curso foi muito intensa e durante o ano todo sentiu muito despertar e crescimento pessoal, “abriram-se portas que nunca mais se fecham”, destacou.

Conta com alegria que este ano decidiu entrar para o grupo de terapeutas palhaços “Doutores Risonhos”, que leva alegria para as pessoas, especialmente para crianças, internadas em hospitais. Ela narra com emoção que é uma experiência muito forte, com muita troca com as pessoas.

O objetivo agora de Paola, depois dessa formação, é estudar e aprender cada vez mais sobre o Yoga, ela quer expandir seus conhecimentos em todos os aspectos e também das aulas, como afirma: “movimentar tudo isso que está aprendendo”.

Paola diz que pretende seguir estudando bastante, praticando e agindo; enfrentado assim, o “desafio” de dar aulas, pois sempre foi aluna. Ela afirma que se sentiu muito bem como professora, mas “não é tão simples” e por conta disso, quer seguir com os estudos, internalizando, sentindo e vivendo cada vez mais o Yoga.

Ela conta orgulhosa que uma das filhas já se formou professora na primeira turma de Chapecó e agora ela, a outra filha e o genro se formaram juntos nesta formação.

Deise Battestin de Oliveira, filha de Paola, é formada em Engenharia Civil e Gestão Empresarial, também praticante de Yoga, ela conta que tomou a decisão de fazer a formação de professores quando fazia um curso de piloto de avião pela Anac. Deise conta que durante um dos voos começou a refletir sobre a instabilidade das coisas e da vida e nesse momento decidiu parar com o curso de piloto e ir fazer a formação de Yoga.

Antes disso, Daise fez Vipasana, durante dez dias, em São Paulo. Ela narra que a formação aprofundou muito a sua prática e o seu entendimento sobre o Yoga. “É uma transformação muito grande que acontece durante o curso. Uma mudança profunda, o despertar da consciência do Eu Sou, da natureza e da Unidade”, descreve.

Para Deise o curso de formação de professores de Yoga Integrativa foi uma redescoberta, um resgate de uma caminhada.  “Foi um reencontro, como um retorno aos trilhos da vida”, enfatiza.

A nova professora de Yoga Integrativa diz que se sente pronta para compartilhar e disseminar tudo o que aprendeu e também pretende seguir com os estudos e fazer a formação em Yogaterapia.

Ela também afirma que adorou o Centro de Yoga Montanha Encantada. “Aqui tem outro padrão vibracional, a equipe da montanha é muito alegre e receptiva, a cozinha é ótima, tudo parece fluir leve e em harmonia”, destacou, afirmando que pretende voltar em breve.